Os fios de PDO lisos são fios finos e absorvíveis colocados sob a pele para estimular a produção de colágeno. O efeito esperado é uma melhora discreta de firmeza e de textura, que aparece aos poucos e varia de pessoa para pessoa. Eles não mudam a posição do rosto, não repõem volume e não tratam sobra de pele.

A queixa Pele mais fina e sem firmeza.
A pele cuidada Viço e textura mais uniformes.Neste artigo
Fio liso não é fio de tração.
Uma consulta mostra se a sua queixa é de firmeza, de volume ou de sobra de pele.
Agendar avaliação“Fio de PDO” é um nome que circula para procedimentos bem diferentes. Uma parte das pessoas imagina o rosto puxado para cima sem cirurgia. Outra ouviu falar de fios finos que deixam a pele mais firme. Os dois existem, usam o mesmo material e entregam coisas diferentes.
Este texto explica o que é o fio de PDO, como ele funciona, como é feito, o que se sabe sobre a duração e quais são os riscos. Explica também por que, em muitos casos, a resposta para a queixa de firmeza é outra.
Em 30 segundos
1 O fio de PDO liso é colocado sob a pele com agulha fina e absorvido em alguns meses.
2 O efeito esperado é firmeza discreta e gradual; o fio não muda a posição do rosto.
3 Na clínica, usa-se só o fio liso, de estímulo; o fio de tração, com garras, não entra.
PDO é a sigla de polidioxanona, um material sintético absorvível.
No procedimento estético, o fio vem montado dentro de uma agulha fina ou de uma cânula. A agulha entra na pele, deixa o fio na camada logo abaixo dela, o subcutâneo, e sai. O fio fica, e o organismo passa a reagir a ele.
Existem dois grandes grupos de fio de PDO, e a diferença entre eles decide o que esperar do procedimento.
| Fio liso (de estímulo) | Fio de tração | |
|---|---|---|
| Formato | Fino, liso, sem garras | Com pequenas garras ou cones ao longo do fio |
| Proposta | Estimular colágeno e dar firmeza discreta | Ancorar e reposicionar o tecido |
| Na clínica | É o fio usado | Não faz parte das condutas |
O fio liso, também chamado de monofilamento, não segura nem puxa nada. Ele funciona como um estímulo: em volta dele, o corpo forma colágeno novo. Por isso o efeito é sobre a qualidade e a firmeza da pele, e não sobre a posição da bochecha ou do contorno.
O fio de tração tem garras que se prendem ao tecido, e a proposta dele é reposicionar pele e gordura. É esse fio que aparece nas promessas de rosto puxado sem corte. Na clínica, o fio de PDO usado é só o liso, de estímulo de colágeno.
O fio é um corpo estranho absorvível. Em volta dele acontece uma inflamação leve e controlada, que atrai os fibroblastos, as células que fabricam colágeno. Conforme o fio é degradado, fica no lugar uma trama de colágeno novo e de tecido mais firme.
Em pessoas, os estudos com o fio liso ainda são poucos e pequenos. Isso não quer dizer que o fio não funcione. Quer dizer que o tamanho do efeito e a duração ainda não têm números confiáveis, e uma avaliação honesta começa por aí.
Em casa, protetor solar todos os dias e hidratante cuidam da pele e reduzem o dano do sol, que é o que mais envelhece o colágeno. Nenhum creme, porém, leva um estímulo até o subcutâneo, onde o fio age.
O procedimento é feito no consultório e segue, em linhas gerais, estes passos:
No protocolo usado na clínica, são no mínimo cinco fios por lado do rosto, em pelo menos três sessões, com intervalo de 30 a 40 dias entre elas. A quantidade exata de fios depende da área e da espessura da pele, e é definida na avaliação.
As áreas mais frequentes são a região em volta dos olhos (periocular), a glabela, entre as sobrancelhas, e o sulco nasogeniano, mas o fio pode ser usado em todo o rosto.
Nos primeiros dias, é comum ficar com inchaço, pequenos roxos e sensibilidade nos pontos de entrada. Numa revisão de estudos com fios no rosto, o inchaço foi a reação mais relatada.
O que o fio pode oferecer, quando bem indicado, com resposta que varia de pessoa para pessoa:
O que ele não faz:
Quem procura o fio esperando o rosto puxado tende a se frustrar, mesmo quando a aplicação foi bem feita. A pergunta que orienta a escolha é outra: a queixa é de firmeza, de volume ou de sobra de pele?
O fio em si é absorvido em alguns meses. O colágeno que se formou em volta dele permanece por mais tempo, mas não existe um prazo de duração bem medido para o fio liso em pessoas.
Por isso, desconfie de promessas com número exato de anos. A duração varia com a pele de cada pessoa e com a área tratada, e a necessidade de nova aplicação, depois das sessões do protocolo, é avaliada no retorno.
Para comparação, o bioestimulador de colágeno injetável tem prazos mais estudados: no rosto, o efeito aparece em dois a três meses e dura em média de 18 a 24 meses. Como esse calendário funciona está em bioestimulador de colágeno: em quanto tempo aparece o resultado.
Além do inchaço, dos pequenos roxos e da sensibilidade dos primeiros dias, podem ocorrer assimetria, pequenos nódulos ao longo do trajeto e ponta de fio aparecendo na pele. A maior parte dessas reações é leve e passageira, mas algumas pedem tratamento.
O que reduz o risco é o conjunto: indicação certa, técnica estéril, fio com registro na Anvisa, aplicação na camada correta e acompanhamento depois.
Com febre alta ou mal-estar importante fora do horário da clínica, procure um pronto atendimento.
Quando a pele já sobra, o problema não é só a qualidade do colágeno: existe excesso de tecido. Nenhum fio liso remove pele, e nenhum injetável faz isso. Nesses casos, a cirurgia é o caminho honesto.
Entre a pele boa e a sobra de pele existe a flacidez leve a moderada, que é onde os tratamentos de consultório têm espaço. As três formas de flacidez estão explicadas em flacidez facial: o que é perda de sustentação.
Na maioria dos rostos, a queixa mistura firmeza, volume e pele, em proporções diferentes. Como o plano é montado por causa, área por área, está no tratamento da flacidez facial.
Os dois buscam o mesmo efeito, colágeno novo e pele mais firme. A diferença está na forma de distribuir o estímulo:
A diferença entre repor volume e estimular colágeno está em preenchedor ou bioestimulador. A escolha entre um recurso, outro ou nenhum depende do exame.
Se a falta de firmeza da pele incomoda, uma consulta define o diagnóstico e o tratamento indicado para o seu caso.
Como os fios de PDO entram no plano, ao lado do estímulo de colágeno injetável, está na seção de fios de PDO da página de bioestimulador de colágeno.
A queixa é de firmeza, de volume ou de pele? Uma consulta examina o rosto e indica o caminho, com fio ou sem ele.
Fio de PDO levanta o rosto?
O fio liso, de estímulo de colágeno, não muda a posição do rosto. O que se espera é uma melhora discreta e gradual da firmeza e da textura da pele, que varia de pessoa para pessoa.
Fio de PDO dói?
A aplicação é feita com anestesia local nos pontos de entrada. Nos primeiros dias, pode haver sensibilidade, inchaço e pequenos roxos.
Quanto tempo dura o fio de PDO?
O fio é absorvido em alguns meses, e o colágeno formado dura mais que isso. Não existe um prazo bem medido em pessoas. O protocolo usado na clínica tem pelo menos três sessões, com intervalo de 30 a 40 dias, e a nova aplicação depois disso é decidida no retorno.
Como funciona o fio de PDO?
O fio absorvível provoca uma inflamação leve em volta dele, que estimula a produção de colágeno. Conforme é degradado, deixa no lugar um tecido mais firme.
Fio de PDO é a mesma coisa que fio de tração?
Não. O fio de tração tem garras e busca reposicionar o tecido. O fio liso não tem garras e age pelo estímulo de colágeno; na clínica, só o liso é usado.
Fio de PDO ou bioestimulador: qual escolher?
Depende da área, da qualidade da pele e de faltar ou não volume. O bioestimulador injetável trata áreas amplas e tem prazos mais estudados; a escolha é feita na avaliação.
Dr. João Victor Bezerra é médico dermatologista (CRM-PR 57.044 · RQE 35.332), membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, e atende no Edifício Metropolitan, no centro de Londrina.
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Referências
Conteúdo informativo, sem finalidade promocional, em conformidade com a Resolução CFM nº 2.336/2023. Os resultados variam conforme as características individuais de cada paciente e não podem ser garantidos. A indicação de qualquer procedimento depende de avaliação médica presencial.