Peeling químico é a aplicação de um ácido sobre a pele para provocar uma lesão controlada, que leva a pele a se renovar e pode melhorar manchas superficiais, acne, textura e sinais leves de sol. O ácido, a profundidade e o preparo mudam de uma pessoa para outra, e algumas peles não devem fazer ou precisam adiar.

Manchas e texturaPele marcada pelo sol.
O peelingÁcido aplicado em camada fina e uniforme.Neste artigo
Cada pele pede um ácido.
Uma consulta avalia a pele e define o ácido, a profundidade e o preparo.
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1O ácido provoca uma lesão controlada que leva a pele a se renovar.
2A profundidade do peeling muda o efeito, a recuperação e o risco.
3No melasma e em fototipos altos, a escolha pede cautela pelo risco de mancha.
O ácido aplicado na pele provoca um dano controlado, numa profundidade escolhida. A pele responde se regenerando e se remodelando, e é dessa renovação que vem a melhora de tom e textura. A camada tratada se solta nos dias seguintes, o que aparece como descamação, mais fina ou mais evidente conforme a profundidade.
Os peelings são classificados pela profundidade que atingem:
A clínica realiza peelings superficiais, médios e o peeling profundo de ATA, este com indicação restrita. O peeling de fenol não é realizado na clínica.
Quanto mais profundo o peeling, maior o efeito e maior o risco. Por isso a profundidade é escolhida para o problema e para a pele de cada pessoa, e não pela expectativa de um resultado “mais forte”.

Camadas
Na superfície
Injetáveis
Os agentes abaixo são os descritos na literatura médica, organizados por grupo. Concentração, tempo de contato e associação entre eles são definidos pelo médico na avaliação, e é isso que faz o mesmo ácido funcionar como peeling mais leve ou mais profundo.
Na clínica, os peelings são feitos com ácido retinoico, solução de Jessner e ácido tricloroacético (ATA). Qual deles entra no seu caso, e em que combinação, é definido na avaliação.
Peeling de diamante não é peeling químico. O nome é usado para uma esfoliação mecânica (microdermoabrasão), que desgasta a camada mais superficial da pele com uma ponteira abrasiva. Não usa ácido e não segue a classificação acima.
O peeling químico é uma ferramenta entre várias. Se a dúvida é escolher entre técnicas, o comparativo entre laser, peeling e microagulhamento mostra o que cada uma resolve. Aqui, o foco é o próprio peeling.
Manchas superficiais. O peeling para manchas atua no pigmento que está na epiderme: manchas de sol, sardas e manchas que ficam depois de espinhas ou inflamações. Antes de tratar, é preciso saber que mancha é essa, porque nem toda mancha no rosto é melasma e a conduta muda conforme o diagnóstico.
Acne e pele oleosa. O peeling para acne entra como complemento do tratamento médico ou como manutenção, não como substituto dele. Ácidos como o salicílico ajudam em cravos e oleosidade, mas o tratamento da acne continua sendo a base.
Textura e poros. A renovação da camada superficial deixa a pele mais uniforme e pode melhorar a aparência dos poros dilatados.
Fotoenvelhecimento leve. Pele áspera, tom irregular e linhas finas causadas pelo sol acumulado estão entre as indicações descritas.
Para que o peeling não serve. Não repõe volume, não trata flacidez e não age sobre as rugas formadas pelo movimento dos músculos. Peeling superficial não alcança o pigmento que está na derme. Cicatrizes de acne afundadas e aderidas pedem outras técnicas: o tratamento de cicatrizes de acne combina recursos como subcisão, microagulhamento e laser. Pintas e outras lesões sem diagnóstico não são tratadas com peeling.
Melasma é uma mancha crônica que pode ser desencadeada ou agravada por procedimentos que inflamam a pele, e o peeling está entre eles. No melasma, o peeling é considerado segunda linha: entra junto com o tratamento com cremes e com a manutenção, nunca sozinho.
O que pesa na decisão:
O tratamento do melasma é planejado como um todo, e o peeling, quando entra, é uma parte dele.
Fototipo é a classificação da pele pela forma como ela reage ao sol, da que sempre queima e nunca bronzeia à que raramente queima e bronzeia com facilidade. Nos fototipos III a VI, que incluem as peles morenas e negras, a literatura pede cautela: a pele responde à inflamação produzindo mais pigmento, e o peeling pode deixar uma mancha pós-inflamatória, mais escura que a pele em volta. Esse risco cresce com os peelings médios e profundos.
Isso não exclui o peeling em pele morena ou negra. Muda a escolha do ácido e da profundidade, o preparo antes e o cuidado depois, e pesa a favor dos peelings superficiais.
Preparo em casa. Antes do peeling, costuma-se usar produtos que afinam e uniformizam a camada mais externa da pele, para que o ácido penetre de forma regular. Em quem tem tendência a manchar, o preparo também ajuda a frear a produção de pigmento novo. Quais produtos e por quanto tempo é definido na avaliação.
Proteção solar desde antes. A proteção contra o sol faz parte do tratamento antes e depois. Pele bronzeada ou queimada recentemente adia o procedimento.
Nada de agredir a pele na véspera. Depilação com cera, esfoliações e outros procedimentos que machucam a pele da região são evitados antes do peeling.
Herpes labial de repetição. Quem tem histórico de herpes deve avisar na consulta: pode ser indicado um antiviral preventivo.
O que você usa hoje. Medicamentos e cosméticos em uso, em especial isotretinoína (conhecida popularmente como Roacutan), ácidos e retinoides, são revisados na consulta, porque alguns precisam ser suspensos ou mudam a decisão.
A recuperação do peeling acompanha a profundidade. No peeling superficial, ela costuma ser discreta. No peeling médio, a descamação é mais evidente e dura alguns dias, seguida de vermelhidão que vai diminuindo. No peeling profundo, a recuperação é a mais longa das três e os riscos, como mancha e cicatriz, são maiores; por isso a indicação é restrita e os retornos são combinados antes do procedimento. O prazo esperado para o seu caso é informado na avaliação.
Logo depois da aplicação. Ardência, vermelhidão, coceira e algum inchaço podem aparecer.
Nos dias seguintes. A pele fica mais seca e sensível e começa a soltar, em lâminas finas ou em placas, conforme a profundidade.
Não arranque a pele que está soltando. Deixe que ela saia sozinha. Não puxar nem coçar a pele em descamação é uma das orientações mais repetidas nos cuidados após o peeling.
Limpeza e hidratação. Sabonete suave, sem esfregar e sem bucha; secar com toques leves; hidratante indicado na consulta. Maquiagem só quando liberada.
Fotoproteção rigorosa. Filtro solar de amplo espectro todos os dias, chapéu e sol direto evitado. A pele recém-tratada fica mais sensível ao sol, e a exposição nessa fase favorece manchas.
Quando avisar o médico. Bolhas, crostas amareladas ou com secreção, feridas que não fecham ou manchas escurecendo devem ser comunicadas logo.
Muitas dessas situações não proíbem o peeling para sempre: adiam o procedimento ou mudam a profundidade escolhida.
Por isso o número de sessões e o intervalo entre elas são definidos na avaliação e revistos conforme a resposta.
A quantidade de descamação visível depende do ácido e da profundidade. Não descascar não é sinal de que o ácido não agiu, nem de que o procedimento é isento de risco: todo peeling provoca alguma irritação, e em pele com melasma ou de fototipo mais alto essa inflamação pode virar mancha.
O ponto mais sensível é pular a avaliação. As complicações do peeling aparecem sobretudo quando ele não é aplicado corretamente ou quando a pele não foi preparada ou cuidada depois. Sem consulta, ficam de fora perguntas que mudam a decisão: a mancha é melasma? Há uso de isotretinoína? Histórico de herpes? Sol recente? Qual é o fototipo? A seleção de quem pode fazer e a orientação antes e depois são apontadas na literatura como decisivas para o resultado e para evitar complicações.
O peeling químico adequado depende da mancha, do fototipo e do que a sua pele já usa. A avaliação define se ele entra no plano, com qual profundidade e em que momento.
Peeling químico dói?
A sensação mais comum é ardência ou queimação durante a aplicação, com intensidade que varia conforme o ácido e a profundidade. Coceira e inchaço também podem aparecer logo depois.
O que é peeling de ATA?
É o peeling feito com ácido tricloroacético. Conforme a concentração e a associação com outros agentes, ele pode ser superficial, médio ou profundo, e essa escolha é feita na avaliação. A clínica realiza o peeling de ATA, inclusive o profundo, com indicação restrita.
Quanto tempo a pele descasca depois do peeling?
Depende da profundidade: no peeling superficial a descamação costuma ser discreta; no médio, é mais evidente e dura alguns dias, seguida de vermelhidão. O prazo esperado para o seu caso é informado na avaliação.
Pode fazer peeling no verão?
Não existe proibição por estação. O que pesa é a exposição ao sol antes e depois do procedimento: quem vai se expor muito tende a ter o peeling adiado ou trocado por uma opção mais leve, decisão tomada na avaliação.
Peeling químico tira melasma?
Não cura. Pode ajudar a clarear o componente mais superficial como parte de um tratamento combinado com cremes e manutenção, mas também pode piorar a mancha se a pele inflamar, e a recidiva é frequente.
Quanto custa peeling químico em Londrina?
O valor depende do tipo de peeling indicado, que é definido na avaliação. A consulta de avaliação tem valor próprio e é o ponto de partida. Atendimento exclusivamente particular. Valores atualizados de consulta são informados pelo WhatsApp da clínica.
Dr. João Victor Bezerra é médico dermatologista (CRM-PR 57.044 · RQE 35.332), membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, e atende no Edifício Metropolitan, no centro de Londrina.
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Referências
Próxima revisão prevista: abril de 2027. O autor declara não ter conflito de interesse na elaboração deste conteúdo.
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