O mesmo princípio usado no rosto funciona na pele do corpo: estimular o organismo a produzir colágeno novo. Onde ele ajuda, quantas sessões costuma pedir e quando a resposta é outra.

Pele sem firmezaCoxas e glúteos perdem tônus.
A aplicaçãoProduto diluído e distribuído na área.Neste artigo
Firmeza não é volume.
Uma consulta define se o bioestimulador é a resposta para a sua queixa.
Agendar consultaDepois de emagrecer, de uma gestação ou simplesmente com o passar dos anos, a pele do corpo perde firmeza. Os glúteos ficam mais caídos, a parte interna dos braços e das coxas fica mais fina, o abdome perde a sustentação. Nesse cenário, o bioestimulador de colágeno é uma das opções feitas em consultório, sem cirurgia.
O que ele faz é diferente do que muita gente imagina: não preenche, não dá volume na hora. Ele pede ao organismo que produza colágeno novo, e o resultado aparece aos poucos. Entender isso é o que separa uma expectativa realista de uma frustração.
Em 30 segundos
1Estimula o organismo a produzir colágeno novo.
2Costuma pedir 2 a 3 sessões; o máximo vem entre 3 e 6 meses.
3Não é a escolha para gordura localizada nem excesso de pele.
O bioestimulador é um produto injetável que provoca uma resposta controlada do organismo. Em torno das partículas aplicadas, as células da pele passam a produzir colágeno novo, que deixa a pele mais firme e mais espessa ao longo das semanas seguintes.
No corpo, os produtos mais usados são o ácido poli-L-láctico (Sculptra) e a hidroxiapatita de cálcio (Radiesse), em geral diluídos para se espalharem por uma área maior. A escolha depende da região, da qualidade da pele e do que incomoda. O detalhe de cada um está no artigo sobre como se escolhe um bioestimulador.
Os tratamentos do corpo feitos na clínica, com as indicações de cada recurso, estão reunidos na página de procedimentos corporais em Londrina.

Ácido hialurônico
Bioestimulador
A queixa mais comum nos glúteos depois de um emagrecimento rápido é o bumbum “caído”, com a pele mais fina. Ali entram duas perguntas diferentes, e cada uma tem uma resposta própria.
Quando o problema é firmeza e qualidade da pele, o bioestimulador é o recurso indicado: melhora a textura e a sustentação ao longo dos meses. Quando o problema é volume e contorno, o recurso é outro, o preenchimento com ácido hialurônico, que tem efeito já na aplicação. Muitas vezes os dois aparecem juntos, e o plano combina os recursos na ordem certa.
As depressões da celulite, por sua vez, têm um terceiro caminho, a subcisão. O assunto está no artigo sobre o que tem evidência no tratamento da celulite.
No abdome, na parte interna dos braços e nas coxas, o bioestimulador trata a flacidez leve a moderada: a pele que perdeu firmeza, mas ainda acompanha o contorno do corpo. A melhora é na textura, na espessura e no aspecto “enrugado” que aparece ao dobrar o braço ou ao sentar.
O limite é claro: pele que sobra e dobra não volta com colágeno novo. Excesso de pele depois de uma grande perda de peso costuma ser assunto cirúrgico, e a avaliação serve justamente para dizer isso com honestidade antes de qualquer aplicação.

O tratamento no corpo costuma pedir de 2 a 3 sessões, com intervalo de 30 a 45 dias entre elas. A quantidade de produto é maior que a usada no rosto, porque as áreas são maiores.
O resultado começa a aparecer entre 30 e 60 dias e chega ao máximo entre 3 e 6 meses, conforme o colágeno novo se forma e se organiza. A duração média é de 12 a 24 meses, e a manutenção, quando indicada, é feita com menos sessões.
Esses prazos variam de pessoa para pessoa. Idade, qualidade da pele, peso estável e hábitos influenciam quanto colágeno o organismo consegue produzir.
A aplicação é feita no consultório, com anestésico e técnica que distribui o produto em leque pela área tratada. Na maior parte dos casos, a pessoa volta às atividades no mesmo dia.
Depois, alguns cuidados fazem parte do resultado:
Roxos e inchaço leves são esperados. Dor que aumenta, vermelhidão crescente ou calor no local pedem contato com o médico.
Nem toda queixa do corpo se resolve com bioestimulador, e indicar o recurso errado é a forma mais comum de frustração. Ele não é a melhor escolha quando:
Também não se usa produto permanente, como o PMMA, para esse fim. O motivo está explicado no artigo sobre por que o PMMA foi proibido.
Quer saber se o bioestimulador é indicado para a sua queixa no corpo? Uma consulta avalia a pele e define o melhor caminho.
Bioestimulador de colágeno no glúteo levanta o bumbum?
Ele melhora a firmeza e a qualidade da pele, o que deixa o glúteo com aspecto mais sustentado. Não muda o formato nem repõe volume; para contorno e volume, o recurso é o preenchimento com ácido hialurônico.
Quantas sessões de bioestimulador o corpo precisa?
Em geral de 2 a 3 sessões, com intervalo de 30 a 45 dias. O número exato depende da área, da qualidade da pele e do produto escolhido.
Em quanto tempo aparece o resultado no corpo?
O resultado começa a aparecer entre 30 e 60 dias e chega ao máximo entre 3 e 6 meses, porque depende da produção de colágeno novo pelo próprio organismo.
Quanto tempo dura o bioestimulador no corpo?
Em média de 12 a 24 meses. A manutenção, quando indicada, costuma pedir menos sessões que o tratamento inicial.
Precisa de repouso depois da aplicação?
Na maior parte dos casos, não: a volta às atividades é no mesmo dia. Exercício intenso, sauna e sol forte ficam suspensos por 48 a 72 horas, e a massagem orientada faz parte do tratamento.
Bioestimulador resolve flacidez depois da bariátrica?
Depende do grau. Ele melhora a flacidez leve a moderada; pele em excesso, que dobra, costuma precisar de avaliação cirúrgica.
Dr. João Victor Bezerra é médico dermatologista (CRM-PR 57.044 · RQE 35.332), membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, e atende no Edifício Metropolitan, no centro de Londrina.
Páginas relacionadas: Harmonização de glúteo · Procedimentos corporais em Londrina · Bioestimulador de colágeno · Dermatologia estética
Leia também
Referências
Conteúdo informativo, sem finalidade promocional, em conformidade com a Resolução CFM nº 2.336/2023. Os resultados variam conforme as características individuais de cada paciente e não podem ser garantidos. O diagnóstico e a indicação de qualquer tratamento dependem de avaliação médica presencial. Este conteúdo não substitui a consulta médica.