A alopecia androgenética é a calvície de padrão masculino e feminino: um afinamento progressivo dos fios, de origem genética e hormonal. Não tem cura definitiva, mas tem controle — e, quanto mais cedo o diagnóstico, maior a chance de preservar os fios que ainda existem.
Falhas redondas, que aparecem de repente, são outra doença: a alopecia areata.

AntesCoroa rarefeita, com o couro cabeludo aparecendo.
DepoisMesmo paciente, com mais densidade de fios.Neste artigo
Fio que afina pede avaliação.
Uma consulta confirma a causa da queda e define o tratamento.
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1A alopecia androgenética é um afinamento progressivo dos fios, de origem genética e hormonal.
2Não há cura, mas há controle com tratamento contínuo, com resposta avaliada em meses.
3Quanto mais cedo o diagnóstico, maior a reserva de fios que ainda podem ser preservados.
A alopecia androgenética é a forma de queda de cabelo conhecida popularmente como calvície. Ela tem base genética e depende da ação dos hormônios androgênicos sobre os folículos do couro cabeludo. Por isso aparece tanto em homens quanto em mulheres, com padrões diferentes em cada sexo.
O mecanismo central é a miniaturização dos fios. A cada novo ciclo, o folículo sensível produz um fio mais fino, mais curto e mais claro, até que, em alguns pontos, ele deixa de ser visível. A fase de crescimento (anágena) encurta, e a proporção de fios em repouso aumenta. O resultado não é uma queda súbita, e sim uma perda gradual de densidade, que costuma se desenvolver ao longo de anos.
É uma condição crônica e progressiva. Isso não significa que nada possa ser feito: significa que o tratamento tem objetivo de controle, como acontece com outras condições de longo prazo. Os folículos miniaturizados ainda podem responder ao tratamento; os que já se perderam por completo, em geral, não voltam a produzir fio. Esse é o principal motivo para não adiar a avaliação.

Ciclo do fio
Miniaturização
Nos homens, o padrão costuma seguir uma sequência conhecida, descrita na escala de Hamilton-Norwood:
Nas mulheres, o quadro é diferente. A linha da frente costuma ser mantida, e o que aparece é um afinamento difuso no alto da cabeça, descrito na escala de Ludwig. Um sinal típico é a risca central mais larga, às vezes com um desenho mais aberto na parte da frente. Muitas mulheres percebem primeiro o rabo de cavalo mais fino ou o couro cabeludo aparecendo sob luz forte.
Em ambos os sexos, alguns sinais ajudam a suspeitar:
Nem toda queda é alopecia androgenética. A queda difusa e intensa que começa de repente, semanas depois de uma febre, de uma cirurgia ou de um parto, aponta para outro diagnóstico: o eflúvio telógeno. As duas condições também podem coexistir, e separar uma da outra muda a conduta.
O diagnóstico da alopecia androgenética é essencialmente clínico, feito em consulta com o médico dermatologista. A avaliação reúne:
Exames laboratoriais não são obrigatórios para todos. Eles são solicitados quando há indicação: por exemplo, em mulheres com ciclos irregulares, acne persistente ou aumento de pelos no rosto e no corpo — sinais que podem indicar excesso de hormônios androgênicos —, ou quando há suspeita de alteração da tireoide ou de deficiência de ferro somando-se ao quadro. Em situações específicas, a biópsia do couro cabeludo pode ser necessária para esclarecer o diagnóstico.
O tratamento da alopecia androgenética tem base em diretrizes e estudos clínicos, como a diretriz europeia baseada em evidências (S3) para homens e mulheres. As opções abaixo têm caráter informativo: a indicação é individual, definida em consulta, considerando sexo, idade, intensidade do quadro, planos de gestação, outras doenças e medicamentos em uso.
Mais detalhes sobre a abordagem no consultório estão na página de tratamento da queda capilar em Londrina.
Fórmulas vendidas como solução rápida, xampus e suplementos não têm evidência para tratar a alopecia androgenética. Suplemento só tem papel quando existe uma deficiência comprovada.
Expectativa realista faz parte do tratamento. Alguns pontos ajudam a entender o percurso:
Vale procurar avaliação quando:
Quanto mais cedo a miniaturização é identificada, maior a reserva de fios a preservar. A consulta define se o quadro é mesmo alopecia androgenética, se há outra causa associada e qual combinação de tratamentos se aplica a cada caso.
Dr. João Victor sobre por que a queda de cabelo deve ser investigada cedo: quanto antes, melhores os resultados.
Percebeu a risca mais larga ou as entradas avançando? Uma consulta confirma o diagnóstico e define o tratamento.
Alopecia androgenética tem cura?
Não existe cura definitiva, mas existe controle. Com tratamento contínuo, é possível estabilizar a perda e, em parte dos casos, recuperar densidade.
Mulher também tem calvície?
Sim. Na mulher, a alopecia androgenética costuma aparecer como afinamento difuso no alto da cabeça, com a risca mais larga, preservando a linha da frente.
Em quanto tempo o tratamento mostra resultado?
Os primeiros sinais costumam aparecer entre três e seis meses. A resposta é avaliada com mais segurança entre seis e doze meses.
Finasterida ou dutasterida: qual a diferença?
As duas são da mesma classe e reduzem a conversão da testosterona no hormônio que atua sobre o folículo. A finasterida tem papel estabelecido no tratamento masculino; a dutasterida é uma alternativa em situações específicas. A escolha, os possíveis efeitos adversos e o acompanhamento são definidos na consulta, e nenhuma das duas deve ser usada por conta própria.
Se parar o tratamento, o cabelo volta a cair?
Em geral, sim. O efeito se perde gradualmente após a interrupção, porque a condição continua ativa.
Preciso fazer exames de sangue?
Nem sempre. Os exames são pedidos quando a consulta identifica indicação, como sinais de alteração hormonal, da tireoide ou de deficiência de ferro.
Dr. João Victor Bezerra é médico dermatologista (CRM-PR 57.044 · RQE 35.332), membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, e atende no Edifício Metropolitan, no centro de Londrina.
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Referências
Conteúdo informativo, sem finalidade promocional, em conformidade com a Resolução CFM nº 2.336/2023. Os resultados variam conforme as características individuais de cada paciente e não podem ser garantidos. O diagnóstico e a indicação de qualquer tratamento dependem de avaliação médica presencial. Este conteúdo não substitui a consulta médica.