Tricologia é a área da dermatologia que estuda o cabelo e o couro cabeludo. O termo “tricologista” se popularizou e hoje não diz, sozinho, qual é a formação de quem atende. Veja como conferir e quando a queda pede o médico dermatologista.

A dúvidaFios na escova: queda normal ou sinal de doença?
A avaliaçãoO dermatoscópio amplia o couro cabeludo e os fios.Neste artigo
Queda tem causa e tem nome.
Uma consulta investiga a causa da queda e define o tratamento para o seu caso.
Agendar consultaTricologista é o nome que muita gente procura quando o cabelo começa a cair, afinar ou quebrar. O termo ficou popular, mas não diz, sozinho, qual é a formação de quem atende, e isso faz diferença quando a queda é sinal de doença.
Este texto explica o que é tricologia, se o tricologista é médico, qual a relação com a dermatologia, como conferir a formação de quem vai atender e quais sinais de queda pedem investigação médica.
Em 30 segundos
1Tricologia é a área da dermatologia que estuda o cabelo e o couro cabeludo.
2Como não é especialidade reconhecida, o termo tricologista se popularizou.
3Dermatologista é título de médico com RQE: confira no portal do CFM.
Tricologia é a área da dermatologia que estuda o cabelo, os pelos e o couro cabeludo. A palavra vem do grego (thrix, cabelo, e logos, estudo) e reúne tudo o que envolve o fio: como ele nasce, cresce e cai, como a haste se danifica e o que acontece no couro cabeludo.
As queixas mais comuns que levam alguém a procurar esse atendimento são:
Por trás dessas queixas podem estar doenças como a alopecia areata, a calvície genética, a dermatite seborreica ou uma alteração da tireoide. Por isso o cuidado com o cabelo faz parte da formação do médico dermatologista, especialista em pele, cabelo e unha.
Nem sempre. Tricologia não é especialidade médica nem área de atuação reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). A lista oficial de especialidades e áreas de atuação, atualizada pela Resolução CFM nº 2.380/2024, não inclui a tricologia: o cuidado com o cabelo está dentro da dermatologia.
Foi justamente por não ser uma especialidade reconhecida que o termo “tricologista” se popularizou. Profissionais sem a especialização em dermatologia acabaram adotando o nome, e hoje ele aparece em anúncios e perfis com formações muito diferentes por trás.
Com o título de dermatologista é diferente. Ele é restrito aos médicos que fizeram a especialização em dermatologia e têm o registro de especialista, o RQE, no CRM. Um médico dermatologista que se dedica ao cabelo trabalha com tricologia, mas a especialidade registrada é dermatologia.
Na prática, a pergunta que importa não é o nome, e sim quem vai investigar a causa da queda. A consulta com o médico dermatologista reúne:
É essa sequência que separa quadros parecidos, como o eflúvio telógeno, a calvície genética e a alopecia areata, que são tratados de formas diferentes.
Antes de marcar, vale conferir duas coisas. Leva poucos minutos.
Um certificado de curso ou de pós-graduação em tricologia mostra que a pessoa estudou o tema. Não equivale à especialidade em dermatologia registrada no CRM.
Quem busca um tricologista perto de casa encontra muitos anúncios com o mesmo nome. Algumas perguntas ajudam a entender o atendimento antes de marcar:
Também vale desconfiar de promessas de resultado garantido ou de prazos curtos. O cabelo cresce cerca de um centímetro por mês, e a resposta a qualquer tratamento de queda costuma aparecer ao longo de meses, não de semanas.
Perder até cerca de cem fios por dia é habitual. Alguns sinais indicam que a queda pode ter uma causa que precisa ser investigada e tratada:
A queda difusa que aparece meses depois de um gatilho costuma ser o eflúvio telógeno. O afinamento progressivo no topo costuma ser a alopecia androgenética. Cada uma tem conduta própria, e as duas podem acontecer juntas. O artigo sobre quando a queda de cabelo precisa de investigação detalha esses sinais.

Ciclo do fio
Miniaturização
A tricoscopia é a dermatoscopia do couro cabeludo: a ampliação mostra o calibre e a densidade dos fios e sinais de inflamação ou de cicatriz que não aparecem a olho nu. Junto com a conversa e, quando indicados, os exames de sangue, ela permite chegar à causa antes de qualquer fórmula, loção ou procedimento.
Em Londrina, a avaliação e o tratamento da queda de cabelo são feitos pelo Dr. João Victor Bezerra, médico dermatologista, com tricoscopia no consultório.
O cabelo está caindo mais do que o normal ou afinando? Uma consulta investiga a causa e orienta o tratamento.
Tricologista é médico?
Nem sempre. Tricologia é a área da dermatologia que estuda o cabelo, mas não é especialidade reconhecida pelo CFM, e o termo acabou adotado também por profissionais sem a especialização em dermatologia. Para saber, confira o CRM e o RQE no portal do CFM.
Qual a diferença entre dermatologista e tricologista?
Dermatologista é o título do médico especialista em pele, cabelo e unha, restrito a quem tem RQE em Dermatologia. “Tricologista” é um nome popular, sem registro de especialidade.
Tricologia é especialidade médica?
Não. É a área da dermatologia dedicada ao cabelo e ao couro cabeludo e não consta na lista de especialidades e áreas de atuação do CFM.
Qual médico trata queda de cabelo?
O médico dermatologista. Ele investiga a causa, pede exames quando há indicação e define o tratamento.
Como saber se o profissional é médico especialista?
Na busca de médicos do portal do CFM, procure o nome. Se a pessoa for médica, aparecem o CRM e, quando houver, a especialidade com o RQE.
Quando procurar um médico para queda de cabelo?
Quando a queda dura mais de três meses, deixa falhas, vem com coceira, dor ou descamação ou aparece com outros sintomas.
Dr. João Victor Bezerra é médico dermatologista (CRM-PR 57.044 · RQE 35.332), membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, e atende no Edifício Metropolitan, no centro de Londrina.
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Referências
Conteúdo informativo, sem finalidade promocional, em conformidade com a Resolução CFM nº 2.336/2023. Os resultados variam conforme as características individuais de cada paciente e não podem ser garantidos. O diagnóstico e a indicação de qualquer tratamento dependem de avaliação médica presencial. Este conteúdo não substitui a consulta médica.